Da Servidão Moderna – Jean-François Brient

Em homenagem ao DIA DO TRABALHADOR, o post de hoje é um ótimo documentário para nos lembrar de tudo que já sabemos e fazemos questão de esquecer todas as manhãs. Devemos esquecer para conseguirmos reunir forças de se erguer da cama, bater cartão. Se consideramos que devemos dormir ao menos 8h/dia, dedicamos 50% de toda nossa juventude-adulta à um trabalho que raramente orgulha à si ou à alguém. Levando-se ainda em conta que a grande massa de escravos, digo, trabalhadores estão nos centros urbanos, em países como o Brasil onde o investimento em mobilidade urbana é pífio, este número pode aumentar muito. Reconhecendo que o patrão não remunera o tempo que o trabalhador gasta no trajeto casa-trabalho, ou seja, quem paga é você, proletário, então alguns podem passar 70% ou mais de seus mais vívidos dias… trabalhando.

Assim, FELIZ DIA DO TRABALHADOR. Eu já me aposentei aos 30 anos por opção. Não serão fáceis meus próximos dias, paciência. Tem gente que se aposenta por invalidez, o resto trabalha por este mesmo motivo.

Indo ao que interessa, é sim um ótimo vídeo para nos motivar a fazer o que é certo, para aqueles que querem deixar de servir ao sistema mercantil totalitário. E eu não to falando de separar lixinho, apagar as luzes por uma hora no “Dia da Terra” etc e o caralho dessas eco-chatices inventadas todos os dias pra tapiar. A pior coisa do mundo é ser babaca.

Sobre o documentário, adianto seu caráter panfletário, “fanzinista”, ou panfleto-fanzinista, talvez até fanzine-panfletário. Mas divulgo pois merece. Afinal, melhor um panfletismo marxista ao panfletismo burguês, moldado pela fala mansa dos sindicatos dos tempos modernos, da escravidão institucionalizada. É tudo aquilo que eu quero falar só que com um texto muito melhor, com uma edição legal, enfim, mais perfumada. O que tem ali não é novidade nenhuma, não é revolucionário (reacionário talvez), por vezes clichê, mas é muito bom para ver de vez em quando e lembrar que ali estão as mais puras verdades. Aliás, o documentário é muito oportuno exatamente por isso, por se tratarem de coisas quase óbvias mas das quais temos a necessidade de negar todos os dias para ser capaz de prosseguir.

Uma coisa discordo quanto ao que dizem no documentário. Segundo o texto “Hoje já não existe exílio possível”. Mas creio que ele existe, sei onde está, o que devo fazer, me recolher ao exílio da solidão, o mais longe possível da influencia desta marcha escravizante. Vou me salvar. Fiquem bem. Atualizo o Blog.

Calma. Não vou me matar ainda, só vou pra Bahia.

Da Servidão Moderna – Jean-François Brient – YouTube.

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